Clarice Lispector
Foi escritora e jornalista ucraniana naturalizada brasileira nasceu em 10 de dezembro de 1920. Autora de romances, contos e ensaios, é considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX e a maior escritora judia desde Franz Kafka. Sua obra está repleta de cenas cotidianas simples e tramas psicológicas, reputando-se como uma de suas principais características a epifania de personagens comuns em momentos do cotidiano. Estudou Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas logo se consagrou como escritora, jornalista, contista e ensaísta, tornando-se uma das figuras mais influentes da Literatura brasileira e do Modernismo. Suas principais obras marcam cada período de sua carreira. Perto do Coração Selvagem foi seu livro de estreia, publicado quando Clarice tinha 24 anos de idade; Laços de Família, A Paixão segundo G.H., A Hora da Estrela e Um Sopro de Vida são seus últimos livros publicados. Faleceu em 1977, um dia antes de completar 57 anos.

Ela escreveu vários poemas, entre os quais "Alma Luz", "Dá-me a tua mão", "A Lucidez perigosa", "Eu", "Meu Deus, me dê coragem", "Nossa Truculência", "Sonhe", "Mas há a vida" e "A perfeição".
"A mágoa" e "Descobri o meu país" são os únicos poemas publicados em vida por Clarice Lispector.
Poemas de Clarice Lispector
- "Alma Luz"
- "Dá-me a tua mão"
- "A Lucidez perigosa"
- "Eu"
- "Meu Deus, me dê coragem"
- "Nossa Truculência"
- "Sonhe"
- "Mas há a vida"
- "A perfeição"
- "A mágoa"
Um sopro de vida:
"Um sopro de vida" é o último livro de Clarice Lispector, publicado postumamente, em 1977.
Esse poema me envolveu totalmente desde a primeira vez que li... É o meu favorito:
"Dá-me a tua mão"
“Dá-me a tua mão:
Vou agora te contar
como entrei no inexpressivo
que sempre foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei
naquilo que existe entre o número um e o número dois,
de como vi a linha de mistério e fogo,
e que é linha sub-reptícia.
Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
– nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo
que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio”.
"Clarice me inspira", foi uma poesia que escrevi para ela.
Poetas foram tantos
no Brasil e em qualquer outro lugar
escrevendo a tinta ou no computador
tem o poder de nos fazer sonhar!
Camões foi épico e poderoso
Castro Alves apresentava seus ideais,
William Blake era pomposo,
Emily Dickinson dizia da solidão e muito mais!
E a minha poetisa favorita,
chegou no Brasil bem menininha
vinda da Europa, e se chamou de Clarice!
Foi escritora, jornalista, vendeu muitos livros
é reconhecida no mundo lá fora...
Clarice Lispector revolucionou nos poemas
porque apresentou questões, dilemas,
mostrou a verdade do seu ser!
Ela compartilhou a identidade dos fatos
com cada pessoa que a leu...
Conquistou respeito, atenção...
Para o que não tinha saída,
ela arrumou do seu jeito e rendeu,
inspirou, arrebatou o coração dos leitores,
incluindo nesses tantos, o meu!
_________________________Tyffa A.
Clarice me inspira!
* Todos os direitos reservados à autora.
*Escrito em 18mar25 - 05:44 A.M. logo após as orações e revisado as 05:58 A.M.
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