Al-Farábi (Filósofo)
Abu Nácer Maomé ibne Maomé Alfarábi (em árabe: ابو نصر محمد بن محمد فارابی), mais conhecido somente como Alfarábi ou Farábi, nasceu em Otrar, Shymkent, no Cazaquistão no ano 870 e faleceu em Damasco, na Síria, em 970.
Alfarábi foi um filósofo muçulmano ( de origem turca ou persa) da Idade de Ouro Islâmica. Do seu nome se gerou o termo português "alfarrábio" (significados: "livro antigo ou velho, de pouca ou nenhuma importância" ou l"ivro velho, ou há muito editado, e que tem valor por ser antigo") e outros termos deste derivados.
Ele inaugurou a grande linha de filósofos muçulmanos da Idade Média, se interessou tanto por química, ciências naturais e física,
quanto por ética, ciência política e filosofia da religião.
Foi também um bom músico e seu "Grande livro da música" o colocou entre os principais teóricos do assunto.
Na filosofia dizia-se ao mesmo tempo influenciado por Platão e Aristóteles. Considerava que as doutrinas dos dois mestres da Antiguidade, longe de serem opostas, se complementavam.
Alfarábi formulou, com uma clareza até então desconhecida, a distinção entre a existência e a essência.
Retomou a teoria aristotélica sobre a eternidade do mundo, o que lhe causou dificuldades com os círculos islâmicos ortodoxos.
Mas o próprio Alfarábi não separava a religião da filosofia e se servia de termos do Alcorão para traduzir os conceitos de filosofia grega.
Grande parte de sua obra foi dedicada à política e à economia.
Em seu tratado Epístolas sobre as opiniões do povo ou Estado modelo, o filósofo apresentou uma utopia platônica na qual a sociedade é comparada com um grande corpo único que estenderia suas ramificações à totalidade dos homens.
Frases filosóficas de Al-farábi:
A felicidade é o objetivo final da vida humana."





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